O quarto dia chegou arrastado, pesado, sufocante.
Eu estava sentada no colchão, abraçando os joelhos contra o peito, quando ouvi o primeiro disparo.
Meu corpo inteiro se enrijeceu.
Por um segundo, achei que tivesse imaginado.
Mas então vieram outros.
Vozes.
Passos correndo.
Gritos ecoando pelo depósito.
Meu coração disparou com tanta força que chegou a doer.
Não.
Não podia ser.
Prendi a respiração, os olhos fixos na porta de ferro.
O caos do lado de fora aumentava a cada segundo.
O