Perdi completamente a noção do tempo.
No depósito não havia janelas, apenas aquela lâmpada amarelada no teto e o som ocasional de passos do lado de fora da porta de ferro. Às vezes me traziam comida e água. Às vezes ninguém aparecia por horas.
Ou dias.
Eu já não sabia dizer.
Meu corpo começava a sentir o desgaste. Os pulsos estavam feridos por causa das cordas. Minhas costas doíam de dormir naquela cadeira ou no colchão fino que jogaram no chão no segundo dia. Eu estava cansada, assustada e