Fazia um imenso frio naquela manhã. Eu até poderia pegar o carro da mamãe para ir à escola, mas tinha um problema: eu não sabia dirigir. Terminei de vestir o casaco e ajeitei o rabo de cavalo que tanto gostava. Peguei a mochila e fui me despedir de Amanda, a empregada que mamãe tinha contratado.
— Eu já vou, Amanda — falei, e ela sorriu pra mim. Amanda devia ter uns trinta e poucos anos, longos cabelos pretos com algumas mechas vermelhas nas pontas; os olhos azuis e a calma dela me passavam con