ANA
O som do culto ecoava pelas paredes simples da igreja no alto do morro. Palmas, vozes levantadas, gente chorando, gente pedindo, gente agradecendo. Ali, todo mundo tinha uma dor… e todo mundo fingia um pouco também.
Mas ninguém fingia tão bem quanto eu.
Sentada na terceira fileira, cabeça levemente baixa, mãos entrelaçadas sobre a Bíblia, eu parecia intocável. O vestido comportado escondia cada curva, o cabelo preso deixava o rosto limpo, e o olhar… ah, o olhar era de uma doçura que enganav