— Letícia... — começou ele, a voz baixa, mas firme, como se tivesse ensaiado o que dizer. — A gente precisa conversar.
Minhas mãos tremiam enquanto segurava a porta, como se ela fosse a única coisa me mantendo de pé.
— O meu pai... ele... — comecei, sem saber ao certo o que queria dizer, só querendo ganhar tempo.
— Eu sei. Quando ia subir, o vi entrando. Então esperei que ele saísse. — disse Marcos, dando um passo à frente. Ele estava tão perto agora que eu podia sentir o calor que emanava