Depois de engolir um comprimido para dor de cabeça e tomar duas xícaras de café fumegante, eu sentia que a ressaca estava, aos poucos, dando uma trégua. O mundo parou de girar, e minha garganta já não parecia feita de lixa.
— Melhor? — Marcos perguntou, ainda dominando meu sofá, recostado como se fosse o dono da casa. Ele segurava uma caneca de café, os olhos azuis me observando curiosamente.
— Um pouco. — respondi, sentando na poltrona com a segunda xícara nas mãos, o calor da caneca me anco