114. CONTINUAÇÃO
O vínculo que Celia e Nectáreo estavam gestando diante dos meus olhos me fazia sentir deslocado, como se aquele espaço repleto de calor não estivesse destinado a me incluir. Cada olhar que ela enviava ao seu suposto irmão era uma pequena adaga que se cravava um pouco mais fundo. Tentei disfarçar, mas meus dedos tensos em torno da taça de vinho denunciavam o que meu semblante sério tentava esconder.
—Nós a encontraremos —afirmei ao notar seu silêncio e como seu olhar se perdia na fotografia dela