Isabella
Oliver acorda às seis e vinte da manhã com a energia de alguém que dormiu para recarregar caos.
Eu acordo com a energia de alguém que passou metade da noite encarando o teto e discutindo com fantasmas.
— Mãe.
A voz vem do corredor.
— Não.
— Você nem sabe o que eu quero.
— Sei o suficiente.
A porta do quarto abre mesmo assim. Ele entra carregando um carrinho sem uma roda e a dignidade intacta.
— Sonhei que o pai me buscava de helicóptero.
Eu sento na cama devagar.
— Claro que sonhou.
—