Isabella
São quase onze e meia quando finalmente consigo colocar Oliver na cama.
Ele resistiu ao banho, resistiu ao pijama, resistiu ao horário de dormir e, principalmente, resistiu à ideia de que perguntas podem esperar até amanhã.
Para Oliver, amanhã é uma invenção injusta criada pelos adultos para fugir de respostas.
— Pai toma banho de espuma?
Ele perguntou de novo enquanto eu fechava o cobertor.
— Dorme.
— Isso não foi resposta.
— Foi a única disponível.
Ele cruzou os braços debaixo da man