SÍLVIA
A festa estava no auge quando eu decidi ir.
Música alta. Luzes quentes. Riso demais para quem precisava desaparecer sem explicações.
Fiquei parada à distância, perto de uma coluna, invisível como sempre fui naquela casa. Observei.
Samira e Yaman giravam no centro do salão, a valsa perfeita, ensaiada, quase política. Ela sorria como quem venceu uma guerra longa demais. Ele a conduzia como quem ainda acredita que comanda o mundo — e talvez comande mesmo.
Ao lado, Isabella dançava com Demir