Por Aurora Moretti
Eu estava tentando, sem sucesso, aplicar um corretivo na marca roxa que Sebastian Viccari deixou na curva do meu pescoço.
Aquela noite na torre de aço tinha sido um erro monumental, uma explosão de insanidade que eu ainda sentia vibrar em cada fibra do meu corpo. O silêncio do meu apartamento era o meu único aliado, até que a campainha tocou com uma insistência rítmica que só podia pertencer a uma pessoa.
— Ah, não. Hoje não — resmunguei, puxando a gola do meu roupão de se