Tessa Martins
O clique da fechadura atrás de mim soou como o disparo de um cronômetro que finalmente parava de contar os segundos de uma espera de quatro anos. O quarto estava mergulhado em uma penumbra azulada, cortada apenas pelo brilho pálido dos prédios de São Paulo que atravessava a cortina. No silêncio, o som da nossa respiração parecia amplificado, um eco da expectativa que tínhamos tentado conter durante todo o jantar.
Sérgio não acendeu as luzes. Ele não precisava. Ele conhecia o meu