Liam Rodrigues
O Manny foi no carro dele, e eu levei a Vitória comigo. O silêncio no carro parecia pesar mais do que qualquer palavra. Eu conseguia ver nos olhos dela que ela não estava bem. Olhos fundos, perdidos, como se estivesse lutando para não se afogar nas próprias culpas.
O carro deslizava pela estrada escura, o asfalto úmido refletindo as luzes dos postes como riscos de tinta prateada. Eu mantinha as mãos firmes no volante, os dedos apertando-o com mais força do que o necessário, como