Fazendo a Sonsa

POV de Marjorie

Recebi dois comprimidos de Bruno. Fiquei brincando com eles na mão, pensando. Eu sabia qual seria a notícia que eles me dariam. Minha dúvida agora era se deveria realmente dispensar os comprimidos ou se não havia a possibilidade de me permitir estar drogada para enfrentar o que viria.

Joguei os dois na boca, bebi a água. Bruno me deu um beijo na testa e saiu. Corri para o banheiro, cuspi e me permiti sofrer pelo meu pai. Eu sabia que eles levariam pelo menos uma hora para entrar no quarto de novo, dando tempo de os comprimidos fazerem efeito. Mas eu não era covarde. Me sentia muito perto de destruir cada um deles. Não fugiria da dor.

Principalmente porque sabia que era, em parte, culpada pela morte do meu pai. Eu deveria ter agido antes, mesmo não me sentindo tão preparada. Mas desde a hora em que dei as costas para ele, com esperança, mas no fundo sabendo que a notícia de algum acidente aconteceria, eu pensava no que deveria ter sacrificado.

Meu pai, que arriscou a v
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