Marjorie
Só percebi que estava imóvel na entrada do apartamento quando Bruno tocou meu ombro para chamar minha atenção.
Puxei o braço, fugindo do toque, assustada. Depois suavizei o rosto e me desculpei, dando um sorriso. Enquanto eu não soubesse o que eles pretendiam e quem estava envolvido, não poderia simplesmente alertá-los de que estava desconfiada. E Bruno parecia extremamente bom e agradável comigo. Eu precisava ter cem por cento de certeza de que ele estava envolvido em tudo aquilo, ou ele poderia ser justamente quem me ajudaria a salvar minha mãe.
Notei que ele estava com um copo de suco nas mãos.
— Fui buscar um suco de maracujá pra você. Costuma acalmar, e você parece muito nervosa.
— Você tinha um suco pronto na geladeira pra mim? Desde quando?
— Desde hoje. Você me mandou ir almoçar e só voltar amanhã pra te buscar. Eu vim pra cá, almocei aqui e, por pura sorte, sexta-feira é o dia em que a diarista vem limpar o apartamento. Ela bateu o suco pra mim, e eu ainda estava aq