POV de Beatriz
Depois daquela noite com Caio, eu passei a viver como se estivesse dentro de um sonho que alguém podia arrancar de mim a qualquer momento.
Quase um mês havia se passado.
Um mês inteiro desde o nosso primeiro — e único — momento de intimidade.
E, ainda assim, eu continuava sentindo o gosto dele na boca, o cheiro na pele, o calor das mãos marcadas na minha memória como se tivesse sido ontem. Talvez fosse por isso que doía tanto.
Não conseguimos mais ficar sozinhos.
Tudo era sempre