POV de Marjorie
Pensei rápido e lembrei das instruções de Bruno antes de deixar minha mãe entrar. Dei uma olhada rápida em Nancy, que já estava ficando roxa, sem ar, e corri até ele, colocando a mão em seu braço e falando de forma animada, como se sentisse prazer naquilo:
— Não, meu bem, não faz isso. Vai trazer problemas para um CEO importante como você.
Fiz pressão em seu braço, e ele afrouxou a mão, soltando Nancy. Com a mesma mão, fez um carinho no meu rosto e colocou meu cabelo atrás da orelha. Engoli a bile e a vontade de chorar, virei para minha mãe e falei com um ar de quem nem estava ali:
— Vai embora, mamãe. Bruno e todo mundo aqui são bons para mim. Você me colocou aqui e eu só tenho a te agradecer. Se não tivesse me obrigado a vir viver com o Bruno, eu não teria uma vida tão feliz e animada. Agora, por favor, vá embora e não volte!
Nancy me olhou espantada. Aquela não era a filha dela. A começar pelo “mamãe”. Nenhuma de nós a chamava assim. Depois, eu sempre fui obediente