A manhã chegou clara e quente. Ashiley desceu pronta: calça de linho, blusa leve, coque no cabelo, quase sem maquiagem. Queria passar pelo dia sem chamar atenção.
Gustavo a esperava na entrada, mangas da camisa dobradas, relógio discreto. O motorista abriu a porta; o sedã entrou no trânsito da cidade com calma.
Por um tempo, só existiram o motor e o ar-condicionado. No rádio, um piano baixo. Gustavo olhava a rua, mas de vez em quando olhava a mão dela, que roía a unha sem pensar.
— Não vou te l