A manhã chegou clara e quente. Ashiley desceu pronta: calça de linho, blusa leve, coque no cabelo, quase sem maquiagem. Queria passar pelo dia sem chamar atenção.
Gustavo a esperava na entrada, mangas da camisa dobradas, relógio discreto. O motorista abriu a porta; o sedã entrou no trânsito da cidade com calma.
Por um tempo, só existiram o motor e o ar-condicionado. No rádio, um piano baixo. Gustavo olhava a rua, mas de vez em quando olhava a mão dela, que roía a unha sem pensar.
— Não vou te levar para o altar hoje — disse ele, sem tirar os olhos da pista. — Então guarda as estratégias de fuga.
— Não estou fugindo — ela respondeu.
— Ótimo. — Meio sorriso rápido. — Então guarda as unhas também.
Ela puxou a mão para o colo, irritada consigo mesma por ainda se preocupar com coisas pequenas. O resto do caminho foi em silêncio controlado.
Na Monteverdi, foram levados a uma sala reservada. O gerente fez uma curta reverência e sumiu, deixando bandejas de veludo com anéis que brilhavam como