A porta se fechou com força atrás de Ema, deixando o eco seco de sua fúria vibrando no salão de jantar. O silêncio que seguiu foi tão pesado quanto chumbo. Ninguém ousou falar primeiro; apenas o tilintar solitário de um talher que caiu da mão trêmula de Gisele quebrou a quietude.
— Vocês… — Antônio, o pai de Ema, foi o primeiro a encontrar a voz, embora embargada de indignação. — Vocês esconderam isso por décadas? Uma promessa feita sem nosso consentimento? Sem sequer cogitarem o que isso faria