Dirigi por dois quarteirões, as mãos firmes no volante de couro. O rádio estava desligado. O único som era o ronco suave do motor do carro esportivo.
Parei no sinal vermelho. Olhei pelo retrovisor, vendo a fachada da Vértice diminuir na distância. A imagem de Lucas chorando no chão, molhado de urina, deveria ter sido suficiente. Eu o tinha quebrado. Tinha destruído o ego dele.
Mas então, lembrei-me de Elisa. Lembrei-me da faca na mão dela. Do terror nos olhos dela nas gravações de segurança. Lu