ELENA MORETTI
Minhas mãos ainda formigavam, um choque estático que parecia ter ficado impregnado na pele desde o toque gélido daquela caneta contra o papel. Eu me sentia como se tivesse assinado minha própria sentença de morte, mas com uma cláusula de seguro de vida que salvaria a única pessoa que ainda importava: Lorenzo.
Assim que cheguei ao meu apartamento, Sarah já estava à minha espera. Ela não precisou de palavras para entender que o meu mundo tinha virado de cabeça para baixo; bastou