Helena
Quando o deixei naquela noite, algo dentro de mim se partiu. Não foi o amor — esse continua aqui, teimoso, pulsando em cada canto do meu peito. O que morreu foi a esperança. A crença ingênua de que Felipe Diniz pudesse amar sem ferir, sem destruir tudo o que toca.
O vento em São Paulo era gelado, cortava como lâmina. Caminhei sem rumo, o som do salto ecoando na calçada molhada como um lembrete cruel de que eu ainda existia. As luzes da cidade piscavam com um brilho debochado, refletindo