Felipe
O som do motor dela ecoa dentro de mim como um grito. Helena se foi. E, desta vez, não deixei que fosse porque quis — deixei porque precisava.
Olho para o armazém vazio. O chão ainda carrega o rastro dos passos dela, o perfume doce misturado ao cheiro de ferrugem. Nada deveria me afetar. Mas cada vez que ela vira as costas, algo em mim se despedaça — um pedaço que o poder não consegue reconstruir.
Mauro se aproxima em silêncio.
— Quer que a gente vá atrás dela, senhor?
Balanço a cab