Helena
O silêncio que cai sobre a sala não é normal. Não é humano. É denso, elétrico, como se o ar estivesse esperando o momento exato para explodir. Felipe dá um passo na minha direção. Instintivo. Protetor. Como se meu simples surgimento ali fosse um convite para a destruição — e ele precisasse se colocar entre mim e qualquer coisa que respira. Mas Adrian ergue uma das mãos, apenas um gesto, e o ar muda. É impressionante como alguém tão podre por dentro consegue parecer tão… no controle.
— De