Felipe
Helena está dormindo. Ou melhor… tenta. O corpo dela está enroscado no meu, quente, cansado, ainda trêmulo em alguns pontos que não têm nada a ver com medo — mas eu conheço ela o bastante para saber que a mente continua desperta, vasculhando cada sombra do que aconteceu hoje. Meu braço envolve sua cintura, firme, mantendo-a perto como se isso sozinho fosse capaz de impedir Adrian Navarro de existir. E talvez seja egoísmo, talvez seja sobrevivência, mas eu não consigo soltá-la. Nem por um