Felipe
Helena ainda está diante de mim quando digo seu nome — não como uma pergunta, mas como um chamado que ficou engasgado por dois anos.
E ela… responde com o corpo inteiro.
Não sei quem se move primeiro. Talvez tenha sido eu. Talvez tenha sido ela. Mas, num piscar, estamos perto demais.
O cheiro dela — jasmim e noite quente — me desmonta. O olhar — ferido e corajoso — me desarma. A boca — entreaberta — me destrói.
— Felipe… — ela sussurra, como se fosse perigoso falar mais alto.
— Não diz