Helena Evelyn
Durante a conversa deles, aproveitei para ir ao banheiro. Quando retornei, ele estava me esperando — como se soubesse exatamente quando eu apareceria — e propôs me levar para casa.
Questionei sobre sua namorada; ele repetiu que não era namorada e prometeu me explicar tudo. No fim, aceitei a carona.
Entrei naquele carro lindíssimo, que eu nem sabia o nome. Só sabia que era bonito. Fechei os olhos por um instante e, quando percebi, já estávamos em uma garagem que definitivamente não era a minha.
— Em que lugar nós estamos? — perguntei surpresa.
— Na minha residência — respondeu, com naturalidade.
— E por qual motivo você me trouxe aqui?
— Preciso falar com você. E prefiro que seja aqui.
Suspirei. Eu estava com tanta falta dele… e ele me leva direto para o apartamento dele.
Ele abriu a porta, segurou minha mão e murmurou:
— Venha.
Aquela mão. Meu Deus… quanto tempo eu desejei sentir essa mão de novo.
Entramos no elevador e ele fixou o olhar no meu como se enxergasse meus p