O silêncio no galpão era opressivo, quebrado apenas pelos gemidos abafados de Amelia, que se contorcia na cadeira como se pudesse escapar da dor que agora pulsava em sua mão destruída. O sangue formava uma poça escura no chão, refletindo a luz fraca das lâmpadas, e eu ainda segurava o martelo, os dedos grudados no cabo viscoso, o peso dele me ancorando à fúria que me consumia.
Meu peito subia e descia em respirações rasas, as lágrimas misturando-se ao suor no rosto, mas o sorriso macabro persis