Lucca não dormia.
O silêncio do quarto de hóspedes era opressor, cortado apenas pelo som distante da cidade — buzinas, motores, vidas acontecendo lá fora, enquanto a dele parecia suspensa, travada no tempo desde o instante em que seus lábios tocaram os dela.
Estava sentado na poltrona, o corpo curvado para frente, a camisa aberta deixando à mostra o peito arfante. Os cotovelos afundavam nos joelhos, as mãos entrelaçadas, a testa baixa, como se tentasse conter uma dor que não sabia de onde vin