O relógio ainda marcava 6h quando Amanda, de moletom largo e cabelo preso em um coque desfeito, sentava-se sozinha à bancada de mármore da cozinha. A xícara de café quente aquecia suas mãos geladas, mas não conseguia aquecer o torvelinho que habitava seu peito. Lá fora, a cidade de São Paulo ainda despertava lentamente, banhada por uma luz cinzenta e preguiçosa.
Ela olhava para os prédios altos como se buscasse respostas. Como se, por trás da neblina fina, algum sinal lhe dissesse o que fazer.