Os dias simplesmente passavam.
Decidi não corresponder. Não provocar. Não bagunçar ainda mais a vida de Maria Vitória. O que eu sentia... ficava guardado. Trancado em mim. Os meus desejos, os meus anseios, permaneciam no escuro, onde, supostamente, ninguém os alcançava.
Mas era impossível ignorá-la.
O sorriso dela era um convite silencioso. Um ímã. E por mais que eu virasse o rosto, meus olhos sempre voltavam. Como se pertencessem a ela. E o mais inquietante era perceber que ela também olhava. À