O resto da tarde se tornou uma tragédia. Eu não conseguia assimilar, entender o que havia acontecido com Maria Clara e o pior: a certeza de que tudo era culpa minha.
A técnica veio até meu consultório me informar que o paciente já estava pronto. Assenti, ausente, e uma hora depois, a mesma informação me foi passada novamente. Eu me sentia em transe, colado à cadeira como se o tempo não existisse. O pior foi perceber que Heitor sequer cruzou aquela porta durante o dia.
Adiei a cirurgia, me consi