Passei o resto da manhã me sentindo sonza com tudo aquilo.
Quem, afinal, era Heitor Montenegro?
O homem que me mostrou os cavalos, que me fez rir com histórias de infância, que me deu leite de cabra numa caneca de alumínio e me chamou de vento... ou aquele outro — o das festas com pessoas desconhecidas, da música alta na madrugada, da bebida escorrendo entre os dedos, como se cada gole fosse um esquecimento?
Por que ele vivia daquele jeito?
Era fuga? Era negação? Era apenas solidão mal disfarçad