O domingo não foi diferente. Ir para o trabalho era a minha salvação. Alguns funcionários do plantão ainda comentavam sobre a festa apocalíptica de Heitor. Eu me mantive à parte, trabalhei o dia inteiro. Quando a noite chegou, o celular tocando dentro da gaveta me tirou do transe dos papéis.
Imaginei que fosse Clara. Talvez pedindo para conversar. Pedindo desculpas. Ou cobrando explicações.
Mas o número desconhecido na tela me fez hesitar por alguns instantes. Não era da cidade. Não importava qu