Capítulo 40
Luna
O som dos pneus cantando na entrada da casa foi a única coisa que me fez piscar. Até então, meu corpo permanecia imóvel, em prontidão. Ouvi a porta da frente se abrir com um estrondo, e passos apressados cruzaram o corredor como um trovão prestes a explodir.
— Luna! — a voz de Dante ecoou, rouca, descontrolada.
Não respondi. Ele seguiu o som do sangue pingando no tapete e me encontrou ali, no meio da sala, com a arma ainda apontada para o homem caído.
Dante parou na porta por