Capítulo 13
Marcelo
A luz trêmula do projetor iluminava o canto mofado do porão como uma vela acesa em um túmulo. Era a terceira vez que eu assistia ao maldito vídeo naquela manhã, e ainda assim, não conseguia tirar os olhos da tela. O uísque em minha mão já não queimava, só escorria garganta abaixo como um lembrete morno de que eu ainda estava vivo. Vivo… mas morto para o mundo.
Luna estava viva.
E, pior, estava com Dante.
A risada dele no final do vídeo era um soco. Uma gargalhada satisfeita,