NARRAÇÃO DE SARA
O frio daquela noite não se comparava ao que senti dentro daquela mansão. Ainda posso ouvir o eco do meu próprio grito, como se as paredes sussurrassem aquilo que vi – ou pensei ter visto – naquele quarto amaldiçoado. Meu corpo tremia a ponto de doer e, quando bati contra o peito de Brady no corredor, por um instante, acreditei que estava sonhando.
Os olhos dele me prenderam. Não havia raiva explícita, mas sim algo contido, um misto de fúria e preocupação. Senti-me pequena, frá