NARRAÇÃO DE MARIE...
Eu não sabia ao certo quando havia perdido o juízo… talvez tenha sido no instante em que Elijah me pressionou contra o carro, ou quando senti a respiração dele quente em meu pescoço, ou talvez antes disso — quando o desejo deixou de ser apenas vontade e se tornou urgência.
Tudo dentro de mim dizia que aquela noite mudaria tudo. E, mesmo assim, eu queria.
O carro estacionou diante do hotel, um daqueles discretos e elegantes, com luzes amareladas que pareciam convidar ao pecado. Elijah desceu rapidamente e deu a volta para abrir minha porta. O gesto simples, cavalheiro, contrastava com a fome que eu sabia que queimava nele… e em mim.
Quando meus pés tocaram o chão, senti minhas pernas tremerem. Não era só o vinho — era ele. O jeito como me olhava, como se eu fosse a única mulher existente naquela noite. Como se tivesse esperado a vida inteira por isso.
— Marie… — Elijah murmurou, baixo o suficiente para ser só nosso. — Se você quiser que eu pare, diga agora.
Olhei p