Mundo ficciónIniciar sesiónBryan Oi, meu nome é Bryan Bellucci, sobrenome mais poderoso da máfia italiana. Venho de uma família temida, respeitada e perigosa — há décadas no comando do poder. Os Bellucci não são apenas conhecidos pela força e pelas armas, mas também pela riqueza, empresas e investimentos que dominam metade da Europa. Há dois anos estou morando no Brasil, onde cuido de negócios da família e mantenho um perfil discreto. Meus pais e meu irmão mais novo vêm de vez em quando, mas todos sabem que o dia em que eu assumir o lugar do meu pai está cada vez mais próximo. Trabalho duro para provar que sou digno desse trono. Alguns dias atrás, meu amigo Ricardo resolveu vir para essa cidade pequena, onde tinha um contrato para assinar. Decidi acompanhá-lo — precisava fugir um pouco da rotina da cidade grande… e, claro, aproveitar as mulheres daqui. Mas algo completamente inesperado aconteceu. Já estava pronto para partir quando lembrei que havia esquecido algo importante no quarto do hotel onde estávamos hospedados. Não queria mandar ninguém buscar — só eu sabia onde estava. Era o anel da família, símbolo dos Bellucci. Tinha tirado depois que voltamos da boate e ele acabou caindo atrás da cama. Subi às pressas. Ricardo conseguiu o cartão de acesso, e eu entrei no quarto sem pensar duas vezes. Mas, assim que abri a porta, dei de cara com uma cena que me fez parar. Uma mulher estava deitada na minha cama. — Quem é você? Como entrou aqui? — perguntei, minha voz saindo mais fria do que eu pretendia. Ela deu um pulo, completamente assustada, tropeçando nas próprias pernas ao se levantar. — Me... me desculpa! — gaguejou, visivelmente envergonhada. Mas eu só conseguia pensar quem diabos ela era e o que fazia no meu quarto. — Como entrou aqui? — repeti, firme, sem esconder a autoridade no tom. Foi então que ela levantou o olhar. E por um momento, eu esqueci de respirar. Aquela garota... Tinha olhos grandes, assustados, mas lindos. Um rosto delicado, traços suaves e suas bochechas estavam tão vermelhas. O cabelo castanho estava preso num rabo de cavalo, mas dava pra ver que eram longos, bonito… E, diferente das mulheres que eu conhecia, ela não usava maquiagem — e mesmo assim era tão linda. — Eu... sou a faxineira. Achei que o quarto estava desocupado, por isso vim limpar — respondeu, trêmula. Ri. Não consegui evitar. Ela estava tão nervosa, tão assustada, como se tivesse cometido um crime. E aquele medo genuíno... de alguma forma, me divertia. — Ah, veio limpar? — perguntei, com um sorriso provocador. — Foi isso o que eu acabei de ver? — Eu... eu só deitei por um instante. Me desculpa, vou trocar os lençóis! Juro que não sabia que tinha alguém aqui! — ela tentou se explicar, aflita. Dei alguns passos na direção dela. Quanto mais me aproximava, mais eu queria entender o que havia naquela mulher que me deixava... intrigado. Ela era diferente. Não havia nada de artificial nela. E o cheiro — um perfume leve, floral, viciante. Fiquei perto o suficiente para sentir sua respiração acelerar. — Entendo... — murmurei, com um sorriso torto. — Então, além da faxina, vocês oferecem outros tipos de serviço? — perguntei, tocando em seus cabelos, apenas para ver sua reação. Ela se afastou num pulo, tirando minha mão com firmeza. — Quem você acha que eu sou?! — retrucou, indignada, os olhos faiscando de raiva e medo. Eu só consegui rir. Um riso baixo, rouco, de quem acabou de encontrar algo que não esperava. E naquele instante, tive certeza: A faxineira de olhos inocentes acabava de despertar o meu interesse.







