Selene Castiel
Tranquei a porta da sala com a mão tremendo.
As costas encostadas na madeira.
O ar, preso na garganta.
O celular… pesando como chumbo no bolso do blazer.
"Eu te amo, caralho."
As palavras dele ainda ecoavam como granada atrasada.
Fechei os olhos.
Respirei fundo.
Mas era inútil.
Tudo doía.
O olhar dele.
O tom.
A verdade crua.
A porra do “eu te amo” que ele soltou…
Justo hoje.
Justo agora.
Justo quando tudo em mim tá desabando.
Andei até a mesa. Cada passo era mais pesado qu