Selene Castiel
O som da porta do banheiro fechando pareceu o estalo de uma sentença.
A luz fria refletia no espelho, e eu me vi ali — despida de toda armadura. Só eu. Só pele. Só medo.
Abri a embalagem com as mãos trêmulas. O plástico rasgou como se cortasse minha alma junto.
Tirei o teste.
Branco. Inofensivo.
Mentiroso.
Porque ele carregava mais do que duas linhas. Ele carregava o poder de reescrever minha história inteira.
Sentei no chão frio. O joelho encostado no peito. A testa apoiada no