Capítulo 42

O dia seguinte amanheceu mais suave.

O vento tinha perdido parte do frio, e o cheiro do lago parecia mais doce do que antes.

Mila acordou devagar, com a cabeça pesada de tantas perguntas, mas com a sensação estranha de que não precisava responder todas ao mesmo tempo.

Tomou um café rápido, calçou as sandálias e abriu as janelas da sala.

O ar entrou como um convite.

Respira.

Fica.

Espera.

Passou boa parte da manhã ajeitando pequenas coisas — dobrando cobertas, organizando os papéis que Blerim anotara com nomes de vizinhos antigos, revisando os e-mails do trabalho remoto que começaria na semana seguinte.

De vez em quando, se pegava olhando o livro azul sobre a mesa.

Ainda não tinha coragem de reler o recorte.

Mas já não sentia a urgência de escondê-lo.

Era como se, finalmente, aceitasse que algumas histórias não deixam de existir só porque a gente finge que esqueceu.

Por volta do meio-dia, resolveu descer até o sótão.

Não era o lugar preferido dela — sempre parecia frio, como se guardas
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