Naquela noite, Mila não dormiu. Tentou. Deitou, virou de lado, ajustou o travesseiro, contou as batidas do relógio pendurado na parede. Mas a mente estava acesa demais.
O nome Kreshnik Dautaj ainda girava como vento em redemoinho na cabeça dela. Mas não era só ele.
Era a mãe.
Era a carta.
Era o vilarejo.
Era o fato de que, quanto mais ela descobria, menos parecia conhecer.
Levantou-se com os pés descalços e caminhou até a sala. A casa estava escura, mas tranquila. O tipo de silêncio que fazia a