Mila demorou para criar coragem de abrir o recorte. O papel tremia entre seus dedos, fino como pele de cebola. Tinha medo de que se desfizesse, de que o passado sumisse junto com a poeira que caía da dobra.
Blerim não disse nada. Apenas se acomodou na cadeira oposta e ficou esperando, como se entendesse que havia coisas que ninguém podia apressar.
Quando finalmente desdobrou o jornal, o nome da mãe saltou diante dela. Emine Qyra, impresso em letras pequenas, quase tímidas.
A matéria era datada