Mundo de ficçãoIniciar sessão
Quatro anos antes
Luan Salvatore Após efetuar algumas prisões de traficantes de drogas e vampiros que estão se bandeando para o mundo do crime, encerro mais um dia exaustivo de trabalho pontualmente às 17 horas da tarde. Pego a chave da minha moto, uma bros vermelha, faço um sinal para o meu companheiro de equipe e saio do prédio rumo ao meu apartamento na Barra de Tijuca. No caminho, penso em meus pais e na forma como foram assassinados. Eu era um garoto de 15 anos, ainda hoje tenho pesadelos com os cadáveres dos dois. Seus pescoços estavam rasgados. Os vampiros não foram, pois assinaram um contrato de paz com o governo e os poucos que ainda restam entre nós humanos, vivem em paz conosco. O que mais me choca nessa história toda e que os federais, que hoje são meus colegas, nem sequer investigaram na época. Volto à realidade a tempo suficiente para desviar a moto de um corpo estirado no asfalto. Paro a moto no acostamento, tiro meu capacete e salto dela indo em direção ao corpo, vendo que se trata de uma garota. Abaixo-me perto dela e abro a mochila tirando um par de luvas descartaveis. Coloco-as em minhas mãos e observo duas perfurações no peito esquerdo, mas não são de faca e sim de adaga. Olho para ela com uma dúvida em mente:" será que ela é humana ou vampira?" Relâmpagos cortam o céu. Toco seu pulso constatando que está muito fraco e a pego no colo. A palidez em sua pele denuncia que ela não é humana. Ela abre os olhos e se assusta. -- Quem é você?-- Seus olhos parecem dois cristais reluzentes. -- Fique calma, não vou lhe fazer mal.-- Sento-a no chão do acostamento ao lado da pista. A chuva não dá trégua. -- O que você vai fazer comigo?-- Pergunta desconfiada. -- Salvar você!-- Respondo decidido. Meus pensamentos viajam com as lembranças dos filmes cinematográficos produzidos sobre a raça e minha mente mais uma vez se questiona:"os vampiros recuperam suas forças bebendo sangue humano. Será que na vida real funciona?" Olho para o rosto da garota, ele está mais branco. Tomo uma decisão, tiro o canivete do bolso da calça do fardamento da PF e, sem pensar duas vezes, corto um pouco do meu pulso. Sinto uma dor horrível, mas no momento, meu instinto só me diz que tenho que salva-la. Aproximo-me um pouco mais dela e ordeno em seu ouvido. -- Beba! -- Não, nunca provei sangue humano. É contra o acordo que temos com o governo.-- A recusa dela me deixa atordoado por um instante. -- Beba, é uma ordem e ninguém vai prender você, pois eu sou a polícia. Mesmo receosa, ela crava os dentes em meu pulso e suga. Em poucos segundos, as feridas de seu peito saram e ela solta meu pulso. -- Obrigada, eu nunca vou esquecer o que fez por mim.-- Agradece. Vejo a curiosidade brilhar em seus olhos e sem demora, pergunta:-- Como é o seu nome? -- Luan Salvatore!-- Apresento-me também querendo saber:-- E o seu? -- Lara!-- Sem mais uma palavra, ela simplesmente some na escuridão da noite, igual um raio. Enfaixo meu pulso com um pedaço de gaze que tinha na mochila e um minuto depois, monto em minha moto, seguindo para o meu apartamento. Minha mente está a mil quando penso:" amanhã tenho que inventar uma boa desculpa para os federais sobre o meu pulso cortado." Um tempo depois, chego em meu apartamento todo molhado e tranco a porta. Com a arma em punho, especiono cada cômodo. No fim da revista, relaxo um pouco e decido tomar um banho.






