Baile dos vampirosLara Estou empolgada. Pela primeira vez eu vou a um baile funk. Ligo para Paula para confirmar se ela vai comigo, como combinamos na faculdade hoje à tarde. Mamãe entra no quarto enquanto estou no final da maquiagem. Ela diz: — Filha, por favor, me ouça. Isso é perigoso. Não há necessidade de você ir a um baile, ainda mais levando uma humana. Isso é loucura. Você sabe que os humanos próximos a nós aumentam nossa sede, e lá não terá só você de vampiro. E se atacarem a filha alheia? Eu reviro os olhos, coloco meu brinco, e pergunto: — Mãe, por acaso você atacou meu pai? Que eu saiba, ele era humano. Ela diz: — Não, filha, claro que não. Mas eu sempre controlei minha sede e, quando me sentia fraca, usava o soro que seu pai junto com os vampiros anciãos desenvolveram para controlar nossos instintos assassinos. Eu pego minha bolsa, beijo minha mãe e digo: — Tchau mãe, até mais tarde. Não vou atacar ninguém, não se preocupe. E Miguel vai nos deixar
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