capítulo 5

situação tensa

Lara

São 9 da manhã quando chego em casa, identifico-me no portão e abro a porta com minha chave, completamente desnorteada. A imagem de Paula morta não sai da minha cabeça, a sensação de perda e desespero é avassaladora. Minha mãe está à minha espera, seu olhar sério denuncia a gravidade da situação. Ela fala com firmeza:

— Venha, o conselho nos aguarda.--Intrigada e apreensiva, pergunto o motivo da reunião. Mamãe me olha com uma expressão preocupada e diz: — Não se faça de desentendida, Lara. Você se abrigou na casa de um humano, poderia ter atacado ele.

Sinto um nó se formar na garganta. Respiro fundo e tento explicar:

— Mãe, por favor, eu não me abriguei na casa dele. Ele me salvou. Se não fosse por ele, estaria morta como Paula.

Miguel, entra na conversa e tenta acalmar os ânimos:

— Calma, vocês duas. Acho melhor não comentar isso entre os anciãos vampiros. Eles nunca aceitaram verdadeiramente essa ideia de paz entre humanos e nós.

Compreendo a gravidade da situação. Antes que possa fazer outra pergunta, minha mãe me adianta:

— Ele ligou do seu celular para o Miguel, avisando que você estava bem.

Adentramos a sala do conselho, onde os anciãos nos aguardam com olhares inquisitivos. Mamãe é a primeira a falar:

— Senhora Sara, como vai?

— Estou bem, vamos começar a reunião.- Responde com seriedade.

Os anciãos começam a fazer acusações contra mim, deixando-me assustada e indignada. Mamãe, com determinação, intervém:

— Senhores, por favor, minha filha não tem nada a ver com a conduta dos federais contra nós.

Ivan, um vampiro de meia-idade, fala irritado:

— Não tem? Claro que tem, senhora. Ela foi para uma boate cheia de vampiros imprudentes, e olha no que deu.

Sinto a raiva pulsar dentro de mim, mas me contenho. No fundo, sei que a violência não resolverá nada.

Luan

Meu dia está tenso. Fernandes, meu superior, entra na minha sala feito um furacão e ordena:

— Vamos para a sala de reunião.

Sem hesitar, balanço a cabeça e o sigo. Na sala de reuniões, observo todos os nossos superiores presentes. Cumprimento-os e me sento ao lado de Rafael, meu parceiro de longa data. Fernandes pede a palavra e anuncia com gravidade:

— Senhoras e senhores, eu convoquei essa reunião para informar a vocês que, a partir de hoje, está declarada a guerra contra os vampiros.

Fico atônito com a revelação. Interrompo Fernandes, incrédulo:

— Posso saber o que deu em você para declarar guerra contra eles? Há anos eles vivem em paz entre nós.

Fernandes me fuzila com os olhos, encarando-me com dureza:

— Bem, se você quiser defender os assassinos da sua família, pode ficar à vontade. Agora, eu vou defender minha pátria.

Sinto um misto de raiva e incredulidade. Após a reunião, Fernandes me chama até sua sala. Ele me oferece café, mas não aceito, pois minha mente está a mil por hora. Fernandes vai direto ao ponto:

— Você lembra da noite do assassinato dos seus pais?

A lembrança é como um soco no estômago. Respiro fundo antes de responder:

— Sim, como eu poderia me esquecer daquele dia horrível?

Fernandes continua, sua voz carregada de gravidade:

— Aqueles vampiros que você insiste em defender são os responsáveis pelo assassinato deles.

Uma onda de choque percorre meu corpo. Balanço a cabeça, incapaz de acreditar no que estou ouvindo. Fernandes me olha nos olhos:

— Você é um dos melhores agentes que tenho. Se quiser me substituir um dia, tem que fazer o que eu ordeno. Amanhã começamos o treinamento com a nova munição cedida pelo governo.

Fico surpreso e pergunto:

— Balas ultravioleta?

Ele responde:

— Sim, ou você acha que vamos enfrentá-los com munição normal?

Eu digo:

— Ok, estou indo para casa.

Ele acena.

Saio da sala e pego minha moto na garagem do prédio, monto e dou partida feito um doido, lembrando-me de tudo que ele me disse. Lembro do beijo intenso que eu roubei da garota. Falo para mim mesmo:

— Eu tenho que esquecê-la e fazer o que aquele desgraçado me pediu. Se for mesmo o povo dela que matou meus pais, não vou deixar um vivo para contar história.

Sigo para meu apartamento com a cabeça para explodindo.

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