A manhã seguinte chegou cinzenta e silenciosa na mansão. A noite intensa no galpão ainda pairava como um peso sobre Dante e Amara, e o silêncio entre eles era carregado de tensão não dita.
Amara estava na sala, encostada na janela, braços cruzados, ainda sentindo o peso da exaustão. O braço ferido pulsava, lembrando-a de cada disparo, cada passo dado no galpão.
— Você está bem? — Dante perguntou, surgindo atrás dela, a voz baixa, quase um rosnado contido.
Ela se virou devagar, cruzando os