**Luana Sartori**
O vento que soprava entre as árvores altas da aldeia parecia carregar todos os segredos do mundo. Eu sentia o cheiro de terra molhada e folhas, e meu peito queimava com as palavras que acabara de ouvir. Diante de mim, Matheus, o homem que eu passei minha vida inteira acreditando estar morto, estava ali, vivo. E com olhos que não desviavam dos meus.
“Eu sei que é difícil de acreditar,” ele disse, com aquela voz calma demais para alguém que acabou de voltar do mundo dos mortos.