O elevador ainda não tinha apitado no térreo quando Dante abriu a porta de vidro do andar privativo e cruzou o espaço até Clara.
Ela já tinha virado de costas, pronta pra desaparecer no 49, com o andar ereto e a vitória escorrendo pelas pernas como se usasse Dior líquido.
— “Clara…” — ele chamou, a voz ainda rouca.
Ela parou, de lado, sem se virar totalmente. Sobrancelha arqueada.
— “Vai querer mais três minutos?”
— “Quero uma hora.” — ele rebateu. — “Com direito a entrada, prato principal e so